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Publicado por
Redação EAD Unilins
8 de outubro de 2026

Saúde mental no trabalho: quase 1 milhão de horas perdidas e o que isso exige do administrador

Quanto custa para uma empresa ignorar a saúde mental da sua equipe? Um levantamento divulgado em setembro dá uma pista: quase 1 milhão de horas de trabalho deixaram de ser realizadas no Brasil, só nos sete primeiros meses de 2026, por causa de transtornos mentais. E esse número considera apenas parte das empresas do país.

O tema saiu do campo do bem-estar e entrou de vez na pauta da gestão. Desde maio, a NR-1 exige que as empresas identifiquem e controlem os riscos psicossociais do trabalho. Neste artigo, você vai entender o que os dados mostram, o que a ciência diz sobre as causas do adoecimento e por que essa agenda abre espaço para quem quer construir carreira em Administração.

O que o levantamento sobre afastamentos revela

A pesquisa foi feita pela VR com base em atestados registrados por mais de 75 mil empresas e repercutida pelo Sindpd a partir de reportagem do jornal Valor Econômico. Entre janeiro e julho de 2026, os principais números foram:

  • 957.576 horas de trabalho não realizadas por questões de saúde mental;
  • 8.198 atestados ligados a transtornos mentais;
  • a ansiedade respondeu por 67% dos atestados;
  • a depressão somou 15% dos atestados, mas 27% dos dias de ausência;
  • afastamentos de 60 dias ou mais foram só 8,3% dos atestados, mas concentraram 48% dos dias perdidos.

O último dado chama atenção. Poucos casos longos pesam muito mais do que vários casos curtos. Para a empresa, isso significa equipes desfalcadas por meses, sobrecarga de quem fica e custos com substituições e retrabalho.

O cenário nacional confirma a tendência. Em 2025, o Ministério da Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais, o maior número da série histórica.

A NR-1 e a gestão dos riscos psicossociais

A Norma Regulamentadora nº 1 trata do gerenciamento de riscos ocupacionais. Com a atualização trazida pela Portaria MTE nº 1.419/2024, os fatores de risco psicossociais passaram a fazer parte desse gerenciamento. Depois de um adiamento, a exigência entrou em vigor em 26 de maio de 2026.

Na prática, as empresas precisam identificar, avaliar, prevenir e monitorar esses riscos dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), ao lado dos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. O manual do Ministério do Trabalho cita exemplos como exigências excessivas e assédio de qualquer natureza.

O ponto central é que a fiscalização vai olhar para evidências de gestão: mapeamento documentado, avaliação técnica e medidas preventivas. Palestra no Setembro Amarelo, sozinha, não resolve. É preciso mudar a forma como o trabalho é organizado.

O que a ciência diz sobre o trabalho que adoece

Se o problema está na organização do trabalho, quais fatores pesam mais? Uma metarrevisão sistemática publicada na revista Occupational and Environmental Medicine reuniu estudos sobre o tema e identificou riscos ligados a problemas comuns de saúde mental, como ansiedade e depressão. Entre eles:

  • alta demanda de trabalho, com metas e prazos acima da capacidade da equipe;
  • baixo controle sobre as próprias tarefas e a forma de realizá-las;
  • desequilíbrio entre esforço e recompensa;
  • baixa justiça organizacional, nas relações e nos processos de decisão;
  • conflito e ambiguidade de papéis, quando ninguém sabe ao certo o que se espera;
  • assédio e bullying no ambiente de trabalho;
  • pouco apoio social de colegas e líderes.

Repare que quase todos esses fatores dependem de decisões de gestão. Como as metas são definidas, como as tarefas são distribuídas, como os conflitos são tratados e como os líderes se comportam. Por isso, a saúde mental no trabalho é, antes de tudo, um tema de Administração.

Equipe reorganiza tarefas em um quadro com post-its no escritório

Por que o administrador está no centro dessa agenda

Durante muito tempo, o assunto ficou restrito ao RH ou à medicina do trabalho. A nova NR-1 muda essa lógica. Para cumprir a norma, a empresa precisa envolver liderança, processos, indicadores e planejamento. São competências típicas do administrador.

Algumas frentes em que esse profissional faz diferença:

  • Diagnóstico organizacional: levantar dados de afastamentos, rotatividade e clima para encontrar pontos críticos;
  • Desenho de processos: redistribuir tarefas e eliminar gargalos que geram sobrecarga;
  • Gestão de pessoas: formar líderes que saibam dar feedback, ouvir a equipe e agir diante de casos de assédio;
  • Indicadores e custos: mostrar à diretoria quanto a empresa perde com absenteísmo e quanto ganha com prevenção;
  • Conformidade: organizar a documentação exigida no PGR e acompanhar as ações ao longo do tempo.

Pequenas e médias empresas também precisam cumprir a norma, e muitas não têm um departamento estruturado para isso. Esse cenário cria demanda por gestores e consultores capazes de traduzir a exigência legal em rotinas simples e eficazes.

Como se preparar para essa área

Quem pensa em seguir carreira em gestão pode começar a se preparar desde já:

  • acompanhe notícias sobre a NR-1 e as orientações do Ministério do Trabalho;
  • estude temas como liderança, clima organizacional e gestão por indicadores;
  • observe a sua própria empresa: como as metas são definidas e como os conflitos são resolvidos;
  • busque uma formação superior que una visão estratégica, finanças e gestão de pessoas.

Se você trabalha e estuda ao mesmo tempo, organização faz toda a diferença. Montar um bom plano de estudos para EAD ajuda a manter o ritmo sem sacrificar o descanso, o que também é uma forma de cuidar da própria saúde mental.

Os números de 2026 mostram que cuidar das pessoas deixou de ser um gesto opcional. É uma obrigação legal e uma decisão de negócio. As empresas que tratarem o tema com seriedade vão reter talentos, reduzir custos e ganhar produtividade. E vão precisar de profissionais preparados para conduzir essa mudança.

Se você quer liderar equipes, tomar decisões estratégicas e entender a engrenagem das organizações, conheça o curso de Administração EaD da Unilins. São 48 meses de formação, com disciplinas de gestão, finanças, processos e pessoas, no seu ritmo e com início todo dia 1º. Faça sua inscrição e dê o próximo passo na sua carreira.

Perguntas frequentes

O que são riscos psicossociais no trabalho?

São fatores ligados à organização e às relações de trabalho que podem afetar a saúde mental, como sobrecarga, metas excessivas, falta de autonomia e assédio.

Desde quando a NR-1 exige a gestão de riscos psicossociais?

A exigência passou a valer em 26 de maio de 2026, após a atualização feita pela Portaria MTE nº 1.419/2024 e um adiamento do prazo inicial.

O que faz um administrador na gestão de pessoas?

Ele planeja processos, define metas, acompanha indicadores e apoia a formação de líderes para criar um ambiente produtivo e saudável.

Quanto tempo dura o curso de Administração EaD da Unilins?

O bacharelado em Administração EaD da Unilins tem duração de 48 meses, com início das turmas todo dia 1º.

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